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TERAPIA DAS PALAVRAS...

Viver é aceitar que cada minuto é um milagre que não poderá ser repetido..!

TERAPIA DAS PALAVRAS...

Viver é aceitar que cada minuto é um milagre que não poderá ser repetido..!

"As palavras que nunca te disse.."

Calimero, 14.02.13

Conhecemo-nos um dia, na imensidão da solidão que nos rodeava e quando pensávamos que tínhamos esgotado todas as palavas, todos os lamentos, todos os fins de tarde matizados de lilases e azuis e quando a esperança era apenas uma palavra de nove letras, que se deveria escrever, sempre, com letra maiúscula. Olhámo-nos com a espectativa a escorre-nos dos olhos e disfarçando o medo de sentirmos em simultâneo, um sentimento a que os poetas, esses ilustradores das palavras, dão o nome de amor. Já ambos tínhamos amado, desamado…

Já ambos tínhamos sido gloriosamente felizes e perdidamente infelizes.

Já ambos conhecíamos a amargura das palavras que são pronunciadas quando o amor acaba ou simplesmente, quando adormece nos nossos corações. ...

Já ambos estávamos esgotados de lutar, contra moinhos que só nós víamos. Só nós sabíamos o sabor que tinha a perda, a ingratidão e o silêncio.

Talvez fosse por isso que os nossos olhos, sofredores de grandes guerras, se tivessem prendido e falado coisas que só no silêncio se dizem.

A verdade é que foi um momento de perfeita comunhão. Um momento único, que para sempre ficou tatuado, na parte mais profunda das nossa almas.

 Mas, faltava-nos, a ambos, aquela palavrinha mágica das nove letras, que se chama esperança.

Por isso, eu parti no teu coração, quando te afastaste e tu ficaste prisioneiro do meu, até ao dia em que a vida nos puser, outra vez, na mesma estrada e a desilusão tenha dado lugar de novo ao encantamento.

A selar aquele dia ficou um beijo, dado de fugida, ao canto da boca, e o adeus que não dissemos.

 

A. luz

 

Conhecemo-nos um dia, na imensidão da solidão que nos rodeava e quando pensávamos que tínhamos esgotado todas as palavas, todos os lamentos, todos os fins de tarde matizados de lilases e azuis e quando a esperança era apenas uma palavra de nove letras, que se deveria escrever, sempre, com letra maiúscula.Olhámo-nos com a espectativa a escorre-nos dos olhos e disfarçando o medo de sentirmos em simultâneo, um sentimento a que os poetas, esses ilustradores das palavras, dão o nome de amor.Já ambos tínhamos amado, desamado…Já ambos tínhamos sido gloriosamente felizes e perdidamente infelizes. Já ambos conhecíamos a amargura das palavras que são pronunciadas quando o amor acaba ou simplesmente, quando adormece nos nossos corações.Já ambos estávamos esgotados de lutar, contra moinhos que só nós víamos.Só nós sabíamos o sabor que tinha a perda, a ingratidão e o silêncio.Talvez fosse por isso que os nossos olhos, sofredores de grandes guerras, se tivessem prendido e falado coisas que só no silêncio se dizem.A verdade é que foi um momento de perfeita comunhão. Um momento único, que para sempre ficou tatuado, na parte mais profunda das nossa almas.Mas, faltava-nos, a ambos, aquela palavrinha mágica das nove letras, que se chama esperança.Por isso, eu parti no teu coração, quando te afastaste e tu ficaste prisioneiro do meu, até ao dia em que a vida nos puser, outra vez, na mesma estrada e a desilusão tenha dado lugar de novo ao encantamento.A selar aquele dia ficou um beijo, dado de fugida, ao canto da boca, e o adeus que não dissemos.A. luz

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