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TERAPIA DAS PALAVRAS...

Viver é aceitar que cada minuto é um milagre que não poderá ser repetido..!

TERAPIA DAS PALAVRAS...

Viver é aceitar que cada minuto é um milagre que não poderá ser repetido..!

Silêncio onde havia nós!

Houve promessas em nossa voz,
planos que tão bem fizemos.
Havia uma calma entre nós —
daquelas que só o amor sabe fazer bonito.

Mas tudo que é sutil,
também sabe ser fatal.
A gente não brigou,
a gente só deixou de ser igual.

Primeiro, sumiram os olhares longos,
depois, os toques demorados.
O “como foi seu dia?” virou formalidade,
e o “estou aqui” foi ficando calado.

Fomos nos perdendo assim,
em gestos que não voltaram.
Em ausências pequenas,
que, juntas, nos apagaram.

Não teve dor explícita,
nem adeus nas nossas bocas,
Só a distância morando
no meio da nossa espera.

Hoje, olho pra trás e vejo:
não foi falta de amor,
foi falta de cuidar do tempo,
de ouvir o que calava a dor.

Ficou um vazio quieto,
um espaço que era teu.
Um quase pra sempre,
que nunca aconteceu.

 

Calimero

Para a ternura que ficou!

Sonhei contigo, como quem reencontra uma memória viva que o tempo tentou apagar — mas não conseguiu.
No sonho, eras real. Tinhas rosto, voz, presença.

E o mais estranho é que eu sentia tudo como se fosse agora, como se o tempo não tivesse passado, como se ainda estivéssemos ali… onde tudo era leve e não sabíamos da saudade que viria.

Não sei se te lembras de mim.
Não sei onde estás, o que fazes da vida, se ainda és quem eras ou se te tornaste outro.
Mas sei que, mesmo sem saber, foste a pessoa com a ternura maior no olhar ..e o no teu sorriso!!

Havia em ti uma delicadeza silenciosa, uma forma de estar que não exigia palavras para se fazer sentir.
Tu não sabias, mas bastava a tua presença para acalmar alguma coisa em mim.
Foste abrigo — mesmo sem saber que eu precisava de um.

Talvez a vida nos tenha afastado cedo demais.
Talvez nem tenhas sabido o quanto me marcaste.
Mas hoje, tantos anos depois, num simples sonho, foste mais real do que muitos que passam por mim todos os dias.

E isso diz tudo.

Fica aqui esta pequena homenagem, este sussurro que talvez o vento leve até ti — ou talvez não.
Mas para mim, já basta ter sentido outra vez.
Porque a ternura que deixaste…
ainda vive em mim.

 

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