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TERAPIA DAS PALAVRAS...

Viver é aceitar que cada minuto é um milagre que não poderá ser repetido..!

TERAPIA DAS PALAVRAS...

Viver é aceitar que cada minuto é um milagre que não poderá ser repetido..!

Emoçoes!!

Calimero, 23.12.20

Hoje vou levar-te para além de tudo o que conheces.
Quero eternizar os abraços, as alegrias e até mesmo as doces tristezas que sempre nos acompanham.
Quero-te despreocupado e leve, tão leve como o vento que sopra e que tu mal sentes.
Quando sonho contigo, quer tenha os olhos fechados pelo sono, ou abertos pelo simples prazer de te recordar, é assim que te vejo.
Livre, despreocupado e meu...

A. Luz

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Ausência

Calimero, 18.12.20

Eu haverei de erguer a vasta vida

que ainda é o teu espelho:

cada manhã hei-de reconstruí-la.

 

Desde que te afastaste,

quantos lugares se tornam vãos

e sem sentido, iguais

a luzes acesas de dia.

 

Tardes que te abrigaram a imagem,

música em que sempre me esperavas,

palavras desse tempo,

terei de as destruir com as minhas mãos.

 

Em que ribanceira esconderei a alma

pra que não veja a tua ausência,

que como um sol terrível, sem ocaso,

brilha definitiva e sem piedade?

 

A tua ausência cerca-me

como a corda à garganta.

O mar ao que se afunda.

Jorge Luís Borges

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Nostalgia em dia cinzento!

Calimero, 14.12.20
É bom saber esperar-te, acolher-te entre os braços e beijar-te no meio da rua, debaixo de um céu escuro que ameaça trazer chuva, iluminados apenas pela ténue luz de um candeeiro de passeio, não vendo nada do que nos rodeia, porque na verdade nada mais importa do que aquele beijo, aquela união de lábios que traz à memória a ausência de pequenos nadas que fazem um todo.
É um beijo que nos faz sorrir por dentro, não apenas de alegria, mas também de todas as formas e maneiras possíveis.
Gosto quando te afasto um pouco e te olho nos olhos, consciente de que és minha tanto quanto sou teu, ainda que não sejamos um ou do outro, mas antes o resultado de uma ligação que simultaneamente nos prende e liberta.
Amo o jeito como te aninhas depois contra o meu peito, envolta pelos meus braços e pelas palavras que não preciso de te dizer porque as sabes melhor do que eu, e nos deixamos ficar num silêncio de pele e alma, sem precisar de sacrificar aquilo que já nos pertence, apenas porque não nos falta nada do que já somos.
 
José Micard Teixeira
 

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As vezes!

Calimero, 10.12.20

Às vezes são os outros que têm as respostas que nós fizemos à vida.

São eles que nos dizem o que a vida não nos quis dizer.

Às vezes, o certo vem de um caminho que nos parecia incerto.

E eu andei, tanto tempo, perdida pelo mundo dos sonhos, que não me lembrei, que um dia, teria que acordar para viver a realidade de tudo o que já sonhei.

E era essa a realidade que tu tinhas para me entregar.

Tu trazias a segunda parte da minha história, e por isso, chegaste dizendo, sem hesitar, que o final só faria sentido se o vivêssemos juntos.

Há pessoas que chegam sem intenção de partir. E tu chegaste dizendo que querias ficar.

@angela caboz

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Viagem...

Calimero, 01.12.20

Do alto da minha montanha escuto um silêncio ensurdecedor. 

Deixo que o céu projecte o meu palco no chão e visto-me de ideias. 

O sangue que me corre nas veias é feito de letras. 

Dentro de mim vivem poemas que me sacodem o medo. 

Há noites em que me cantam fantasmas e sonhos. 

Da luz com que materializo as sombras, sou a linha de que esboça os contornos de cada história. 

Descalço os sapatos e subo às nuvens. Há alturas em que carrego a poeira que desprende as asa da minha mente. 

Nestes instantes sou do tamanho do tempo. 

Com pressa de arrumar a desordem em que se fazem os dias. 

O amanhecer sacode as lágrimas dos versos por onde dancei e me perdi, sem resposta para voltar. 

Falta-me o chão. A cortina insiste em fechar, mas o palco é meu e vou continuar a escrever o argumento. 

Sofia Martins