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TERAPIA DAS PALAVRAS...

Viver é aceitar que cada minuto é um milagre que não poderá ser repetido..!

TERAPIA DAS PALAVRAS...

Viver é aceitar que cada minuto é um milagre que não poderá ser repetido..!

Se partires..!

Calimero, 22.07.14

Se partires, não me abraces – a falésia que se encosta uma vez ao ombro do mar quer ser barco para sempre e sonha com viagens na pele salgada das ondas.

Quando me abraças, pulsa nas minhas veias a convulsão das marés e uma canção desprende-se da espiral dos búzios;

mas o meu sorriso tem o tamanho do medo de te perder, porque o ar que respiras junto de mim é como um vento a corrigir a rota do navio.

Se partires, não me abraces o teu perfume preso à minha roupa é um lento veneno nos dias sem ninguém; - longe de ti, o corpo não faz senão enumerar as próprias feridas (como a falésia conta as embarcações perdidas nos gritos do mar);e o rosto espia os espelhos à espera de que a dor desapareça.

 

Se me abraçares, não partas.

 

Maria do Rosário Pedreira

 

 

(imagem retirada da net)

Amo-te Por Todas as Razões e Mais Uma

Calimero, 02.07.14

 

Por todas as razões e mais uma.

Esta é a resposta que costumo dar-te quando me perguntas por que razão te amo.

Porque nunca existe apenas uma razão para amar alguém.

Porque não pode haver nem há só uma razão para te amar.

Amo-te porque me fascinas e porque me libertas e porque fazes sentir-me bem.

E porque me surpreendes e porque me sufocas e porque enches a minha alma de mar e o meu espírito de sol e o meu corpo de fadiga.

E porque me confundes e porque me enfureces e porque me iluminas e porque me deslumbras.

Amo-te porque quero amar-te e porque tenho necessidade de te amar e porque amar-te é uma aventura.

Amo-te porque sim mas também porque não e, quem sabe, porque talvez. E por todas as razões que sei e pelas que não sei e por aquelas que nunca virei a conhecer.

E porque te conheço e porque me conheço.

 

E porque te adivinho. Estas são todas as razões.

 

Mas há mais uma: porque não pode existir outra como tu.

 

Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum'