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TERAPIA DAS PALAVRAS...

Viver é aceitar que cada minuto é um milagre que não poderá ser repetido..!

TERAPIA DAS PALAVRAS...

Viver é aceitar que cada minuto é um milagre que não poderá ser repetido..!

Assim sou eu..!!!

Calimero, 25.09.13

Anda, abre os olhos e respira apenas…

Detesto ver-te nesse marasmo que todos os dias te consome mais um bocadinho.

Nunca ninguém te disse que ia ser fácil esta travessia.

Sempre soubeste que nada nesta vida era fácil, nem mesmo quando a simplicidade dos dias te envolve, nem mesmo quando finges que está tudo bem.

Nem mesmo quando pareces feliz…

De qualquer modo, hoje pareces-me renovada, mais fresca, apesar dessa pequena dor que sempre te acompanha e que tu tão bem disfarças.

Mentirosa!

Não fosse essa tua ânsia de seres feliz, essa procura constante de qualquer coisa que te preencha, acho que já terias desistido....

Não consigo perceber o que te move.

Não sei se é o amor que tens sempre em pequenos gestos, se a franqueza do teu olhar, apesar dos pesares, se é simplesmente, um sentimento que eu próprio desconheço. Anda, respira apenas…

Um dia destes apanhei-te distraída, distante, tão distante que achei que devia tirar-te uma fotografia para mais tarde te confrontar e te perguntar como era possível estares tão sozinha num lugar onde estavas acompanhada de tanta gente.

Foi o que fiz. Tirei-te uma fotografia.

Mostrei-ta mais tarde e perguntei-te: -

Onde raio estavas tu? Como conseguiste distanciar-te tão profundamente dos outros?

 Olhaste a fotografia e respondeste-me que não estavas distante dos outros, apenas de ti.

Acabei por te dar razão, acabei por perceber o que querias dizer.

Só não consegui perceber o porquê, mas isso, provavelmente nem tu sabes...  

 

A.Luz

 

mulher pensando

Sair dos dias...

Calimero, 13.09.13
Sair dos dias. Não dormir. Não falar com ninguém. Ficar de fora do lá de fora. Ocupar o coração. À força. Ser como ele. É muito bom e faz muito bem. Espera-se um bocadinho e, pouco a pouco, ele começa a correr para dentro de nós, aflito por atenção. Traz as coisas que adiámos, em que não reparámos, que não tivemos tempo de cuidar. E primeiro vêm as mágoas. A felicidade que recusámos. Sem saber. Sempre sem saber. A tristeza de que fugimos. Voltam.   É muito bom e faz muito bem.   Sair de nós. Cair nos outros. Não escrever. Ler. Não pensar. Lembrar. Os amigos quietos. O murmúrio do riso que riram. A família parada. O colo onde cabe a cabeça. O amor adormecido. Estas coisas acordam. E sossega saber que nós não somos nada sem eles. E mesmo com eles, quase nada. Escravos de carinhos somos nós, seguindo atrás, de braços abertos, numa fila sem fim.   É muito bom e faz muito bem. Sair dos trabalhos, do dinheiro, das palavras que nada querem ou conseguem di...zer. Fazer gazeta. Faltar. Desobedecer. É um trabalho também. Não ir. Não responder. Não entregar. É cumprir também. Desmergulhar. Desfazer. Desacontecer. São tarefas também. Ainda mais difíceis, talvez.   É muito bom e faz muito bem.  
 
 
Miguel Esteves Cardoso
Sair dos dias. Não dormir. Não falar com ninguém. Ficar de fora do lá de fora. Ocupar o coração. À força. Ser como ele. É muito bom e faz muito bem. Espera-se um bocadinho e, pouco a pouco, ele começa a correr para dentro de nós, aflito por atenção. Traz as coisas que adiámos, em que não reparámos, que não tivemos tempo de cuidar. E primeiro vêm as mágoas. A felicidade que recusámos. Sem saber. Sempre sem saber. A tristeza de que fugimos. Voltam.  É muito bom e faz muito bem. Sair de nós. Cair nos outros. Não escrever. Ler. Não pensar. Lembrar. Os amigos quietos. O murmúrio do riso que riram. A família parada. O colo onde cabe a cabeça. O amor adormecido. Estas coisas acordam. E sossega saber que nós não somos nada sem eles. E mesmo com eles, quase nada. Escravos de carinhos somos nós, seguindo atrás, de braços abertos, numa fila sem fim. É muito bom e faz muito bem. Sair dos trabalhos, do dinheiro, das palavras que nada querem ou conseguem dizer. Fazer gazeta. Faltar. Desobedecer. É um trabalho também. Não ir. Não responder. Não entregar. É cumprir também. Desmergulhar. Desfazer. Desacontecer. São tarefas também. Ainda mais difíceis, talvez. É muito bom e faz muito bem. Miguel Esteves Cardoso in Explicações de Português@[462489187097501:274:Fábrica de Escrita]
 
Via Fabrica de Escrita

Eu sei que doi....

Calimero, 04.09.13
Eu sei que dói.  
Há momentos em que a alma é demasiadamente grande para caber no nosso corpo e o mundo parece pequeno demais.  
 É então que nos vem uma ânsia de voar, de sonhar que bastaria abrir a janela, abrir os abraços e levantar voo para longe de tudo e de todos.  
Nascer de novo e ser diferente e ser igual e sonhar como da primeira vez, saborear a paixão como da primeira vez, sentir o medo na ...boca do estômago pela primeira vez e pela primeira vez transformá-lo em nada mais que uma formiga espalmada no chão.  
Eu sei que dói.  
Que muitas e muitas vezes gostaríamos de acordar exactamente igual a todos.
Aqueles que nos rodeiam e levam a vida como é suposto, sem almejar por castelos para conquistar nem aventuras maravilhosas à porta de casa. 
Os dias nunca são iguais.
Às vezes a dor no peito é que é igual e precisamos rapidamente de sentir o ar no rosto, sentir o cheiro da chuva e abrir a porta e sair sem destino. 
Temos longas batalhas dentro de nós.
O cérebro que nunca consegue pensar numa só coisa, o corpo que não se satisfaz enquanto não esgotamos toda e qualquer energia, para fazer nascer outra e outra.
Temos medos que os outros não conhecem porque nunca acreditaram em dragões, nem cavalos alados, nem em céus vermelhos de sangue com nuvens de todas as cores do arco-íris. 
Eu sei que dói.
Dói de cada vez que nos apaixonamos por um projecto, por um sonho impossível, por um objectivo, por alguém e depois, muito antes de toda a gente, já o imaginámos, já o concretizámos e de repente o que era urgente e fundamental e o mais importante do mundo torna-se assunto resolvido, passado, algo sem interesse.
Claro que os outros têm tudo o resto. O sossego do corpo, da alma e do coração, dos músculos e sonos profundos sem pesadelos e passeios perdidos entre labirintos.
Claro que os outros têm tantas coisas e contudo parecem-nos de um vazio total.  
É tão difícil encontrar alguém que tenha interesse por mais de meia hora, que tenha conversa ou ideias ou apenas loucuras de visionário. 
Se tivéssemos nascido há séculos atrás, partiríamos a explorar o Pólo Norte, o deserto mais longínquo onde, temos a certeza absoluta, iríamos encontrar o Principezinho com a sua rosa.
Agora, que acabaram as caravelas, as cruzadas e os moinhos de vento, cabe-nos inventar tudo de novo, com outros nomes e outras formas mas sabendo nós que tudo já foi inventado, todos os grandes livros já foram escritos, os grandes filmes realizados e só nos resta fingir que todos os dias partimos montados em cavalos alados, galgando as colinas de Lisboa e aterrando em planetas sem nome ou apenas no outro lado da rua, tanto faz.   Eu sei que dói porque nunca nada é tão grande, nem tão forte, nem tão duradouro quanto sonhámos.
Apenas o medo.
Apenas a tristeza de sermos estrangeiros onde quer que estejamos, seja com quem for que estejamos.
 É tudo uma questão de tempo até o tempo nos pesar demais, até qualquer pessoa, seja ela quem for, se tornar pesada demais para ocupar o ar que respiramos.
 Vivemos meio-dia em pleno Verão, beijados por um sol que nos aquece o sangue e nos dá uma força de vida inacreditável para os outros, e de repente sem aviso, sem nada, a luz desaparece e fica noite sem luar, e a tristeza instala-se até nos fazer doer os ossos, e as lágrimas não são lágrimas mas farpas que atiramos a alguém, seja quem for.   Contudo, nós amamos total e incondicionalmente.
 Durante o tempo que dura e que não sabemos medir e explicar, amamos e queremos fazer rir a quem amamos, quereremos dar-lhe o mundo numa caixa de chocolates e numa mão cheia de estrelas. 
 No dia em que acordamos e descobrimos que já partimos e não sabíamos, que apenas o nosso corpo, qual carcaça sem préstimo para ali está, nesse dia e uma vez mais, o lado negro da noite sem luar toma conta de nós e mais nada há a fazer. 
 Eu sei que dói.
 Porque a vida parece começar depressa mas não é verdade.
Quando damos por nós e somos adultos, aí sim, os dias deixam de ter vinte e quatro horas e falta-nos fazer tanto, não sabemos o quê, nem onde, mas sabemos que há uma porta à nossa espera, uma fresta escondida por onde vamos fugir para sempre, nem que seja só até amanhã.
Eu sei que dói mas é assim e não vale a pena tentar que seja diferente. 
Digo-te eu que tentei ser a menina exemplar, a mulher exemplar e um dia abri os braços e voei, mesmo que ninguém tenha sabido, aterrei com o corpo no chão e nunca fiz mais nada até hoje senão levantar-me e tornar a cair e tornar a levantar-me.   A vida é um mistério tão maravilhoso que a maior parte das vezes nos confunde, nos embriaga ou nos deixa de rastos, não sei explicar porquê, mas é assim.
 Eu sei que dói mas os outros têm outras dores.
 Os outros, todos os outros com quem fazemos um esforço para lidar, para criar laços, para estabelecer pontes e contudo estamos sempre sozinhos, nós e a nossa cabeça que não pára de sonhar, de rodar e rodopiar.
Como dizia Pessoa, o melhor do mundo são as crianças.
E a criança que há em nós não cresce nunca, não deixa nunca de ser o menino com medo do escuro e vontade de espreitar o que está para lá do muro.
Mas é essa eterna criança que nos levará ao colo a vida toda e nos permitirá fazer grandes coisas.
Grandes feitos, grandes sofrimentos, grandes desilusões, grandes culpas. 
Eu sei que dói mas acredita, não querias ser como todos os outros porque tudo o que ainda vais viver é incomensuravelmente maior do que eles podem sequer imaginar.   Nunca mintas.
Nunca deixes de sonhar e nunca te esqueças que a única coisa verdadeira nesta vida, neste planeta, neste momento exacto da história do universo é a carne da tua carne.   Tudo o resto é passageiro, quimeras e fumos de queimadas de Verão. 
A razão de termos vindo aqui é essa. A de olhar para um ser que concebemos e perceber a dimensão desse amor.
Eu sei que vai doer a vida inteira.
Porque o amor verdadeiro é este e por isso é como uma parte do nosso corpo que nos é retirada e vive fora de nós. 
Somos livres de tudo e para sempre, exceptuando deste amor infinito!
 
Eu sei que dói. Há momentos em que a alma é demasiadamente grande para caber no nosso corpo e o mundo parece pequeno demais. É então que nos vem uma ânsia de voar, de sonhar que bastaria abrir a janela, abrir os abraços e levantar voo para longe de tudo e de todos. Nascer de novo e ser diferente e ser igual e sonhar como da primeira vez, saborear a paixão como da primeira vez, sentir o medo na boca do estômago pela primeira vez e pela primeira vez transformá-lo em nada mais que uma formiga espalmada no chão. Eu sei que dói. Que muitas e muitas vezes gostaríamos de acordar exactamente igual a todos. Aqueles que nos rodeiam e levam a vida como é suposto, sem almejar por castelos para conquistar nem aventuras maravilhosas à porta de casa. Os dias nunca são iguais. Às vezes a dor no peito é que é igual e precisamos rapidamente de sentir o ar no rosto, sentir o cheiro da chuva e abrir a porta e sair sem destino. Temos longas batalhas dentro de nós. O cérebro que nunca consegue pensar numa só coisa, o corpo que não se satisfaz enquanto não esgotamos toda e qualquer energia, para fazer nascer outra e outra. Temos medos que os outros não conhecem porque nunca acreditaram em dragões, nem cavalos alados, nem em céus vermelhos de sangue com nuvens de todas as cores do arco-íris. Eu sei que dói. Dói de cada vez que nos apaixonamos por um projecto, por um sonho impossível, por um objectivo, por alguém e depois, muito antes de toda a gente, já o imaginámos, já o concretizámos e de repente o que era urgente e fundamental e o mais importante do mundo torna-se assunto resolvido, passado, algo sem interesse. Claro que os outros têm tudo o resto. O sossego do corpo, da alma e do coração, dos músculos e sonos profundos sem pesadelos e passeios perdidos entre labirintos. Claro que os outros têm tantas coisas e contudo parecem-nos de um vazio total.  É tão difícil encontrar alguém que tenha interesse por mais de meia hora, que tenha conversa ou ideias ou apenas loucuras de visionário. Se tivéssemos nascido há séculos atrás, partiríamos a explorar o Pólo Norte, o deserto mais longínquo onde, temos a certeza absoluta, iríamos encontrar o Principezinho com a sua rosa. Agora, que acabaram as caravelas, as cruzadas e os moinhos de vento, cabe-nos inventar tudo de novo, com outros nomes e outras formas mas sabendo nós que tudo já foi inventado, todos os grandes livros já foram escritos, os grandes filmes realizados e só nos resta fingir que todos os dias partimos montados em cavalos alados, galgando as colinas de Lisboa e aterrando em planetas sem nome ou apenas no outro lado da rua, tanto faz. Eu sei que dói porque nunca nada é tão grande, nem tão forte, nem tão duradouro quanto sonhámos. Apenas o medo. Apenas a tristeza de sermos estrangeiros onde quer que estejamos, seja com quem for que estejamos. É tudo uma questão de tempo até o tempo nos pesar demais, até qualquer pessoa, seja ela quem for, se tornar pesada demais para ocupar o ar que respiramos. Vivemos meio-dia em pleno Verão, beijados por um sol que nos aquece o sangue e nos dá uma força de vida inacreditável para os outros, e de repente sem aviso, sem nada, a luz desaparece e fica noite sem luar, e a tristeza instala-se até nos fazer doer os ossos, e as lágrimas não são lágrimas mas farpas que atiramos a alguém, seja quem for. Contudo, nós amamos total e incondicionalmente. Durante o tempo que dura e que não sabemos medir e explicar, amamos e queremos fazer rir a quem amamos, quereremos dar-lhe o mundo numa caixa de chocolates e numa mão cheia de estrelas. No dia em que acordamos e descobrimos que já partimos e não sabíamos, que apenas o nosso corpo, qual carcaça sem préstimo para ali está, nesse dia e uma vez mais, o lado negro da noite sem luar toma conta de nós e mais nada há a fazer. Eu sei que dói. Porque a vida parece começar depressa mas não é verdade. Quando damos por nós e somos adultos, aí sim, os dias deixam de ter vinte e quatro horas e falta-nos fazer tanto, não sabemos o quê, nem onde, mas sabemos que há uma porta à nossa espera, uma fresta escondida por onde vamos fugir para sempre, nem que seja só até amanhã. Eu sei que dói mas é assim e não vale a pena tentar que seja diferente. Digo-te eu que tentei ser a menina exemplar, a mulher exemplar e um dia abri os braços e voei, mesmo que ninguém tenha sabido, aterrei com o corpo no chão e nunca fiz mais nada até hoje senão levantar-me e tornar a cair e tornar a levantar-me. A vida é um mistério tão maravilhoso que a maior parte das vezes nos confunde, nos embriaga ou nos deixa de rastos, não sei explicar porquê, mas é assim. Eu sei que dói mas os outros têm outras dores.  Os outros, todos os outros com quem fazemos um esforço para lidar, para criar laços, para estabelecer pontes e contudo estamos sempre sozinhos, nós e a nossa cabeça que não pára de sonhar, de rodar e rodopiar. Como dizia Pessoa, o melhor do mundo são as crianças. E a criança que há em nós não cresce nunca, não deixa nunca de ser o menino com medo do escuro e vontade de espreitar o que está para lá do muro. Mas é essa eterna criança que nos levará ao colo a vida toda e nos permitirá fazer grandes coisas. Grandes feitos, grandes sofrimentos, grandes desilusões, grandes culpas. Eu sei que dói mas acredita, não querias ser como todos os outros porque tudo o que ainda vais viver é incomensuravelmente maior do que eles podem sequer imaginar. Nunca mintas. Nunca deixes de sonhar e nunca te esqueças que a única coisa verdadeira nesta vida, neste planeta, neste momento exacto da história do universo é a carne da tua carne. Tudo o resto é passageiro, quimeras e fumos de queimadas de Verão. A razão de termos vindo aqui é essa. A de olhar para um ser que concebemos e perceber a dimensão desse amor. Eu sei que vai doer a vida inteira. Porque o amor verdadeiro é este e por isso é como uma parte do nosso corpo que nos é retirada e vive fora de nós. Somos livres de tudo e para sempre, exceptuando deste amor infinito!@[133498080167882:274:Luísa Castel-Branco]
 
Publicado por "Fabrica de Escrita" via Facebook

Sonho adiado,,,

Calimero, 04.09.13

Sucumbo com um gesto mostrado.

Anseio um beijo roubado.

Espero por um abraço enrolado.

Calo um afago desejado.

Aguardo um sonho adiado...

 

Sucumbo com um gesto mostrado. Anseio um beijo roubado.Espero por um abraço enrolado.Calo um afago desejado.Aguardo um sonho adiado.

 

Da pagina "GOsto de ti e Entao?" Via  FAcebook

Almas Gémeas

Calimero, 03.09.13

Eu não sei porque me és tão familiar - ou... porque é que sinto, não que te conheço melhor, mas sim que me vou recordando de quem tu és.

Como todos os sorrisos, todos os sussurros, me fazem chegar mais perto da conclusão impossível de que eu te tenha conhecido antes, de que eu te amei antes - noutro tempo, num lugar diferente - numa outra existência...

 

Lang Leav