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TERAPIA DAS PALAVRAS...

Viver é aceitar que cada minuto é um milagre que não poderá ser repetido..!

TERAPIA DAS PALAVRAS...

Viver é aceitar que cada minuto é um milagre que não poderá ser repetido..!

O Amor doi...

Calimero, 12.02.13
Não me deixes!
Se soubesses o quando te quero e o medo que tenho de não to saber demonstrar…
Quando me dizes que és a minha alma gémea, o meu coração enche-se de uma leveza que me assusta, porque a desconheço, porque me parece não a merecer... e, no entanto, tu amas-me como nunca ninguém me amou.
Mas, o amor dói e acaba!
Um dia, sem mais nem menos, damos por nós agonizando, espremendo os minutos para que o dia acabe e o nosso corpo se apague no sono, na cama partilhada, mas onde estamos sozinhos, porque o amor, essa coisa que deveria ser eterna, se esvai silencioso e sem se compadecer da exuberância que um dia nos deixava febris e inquietos. Onde apenas um olhar nos quebrava a força nas pernas, nos secava a boca e nos humedecia o olhar, como se chorar fosse a melhor das coisas. Chorar de amor é a melhor coisa que existe…
É por isso que tenho medo desta entrega que me exiges, destes labirinto de sentidos que hoje nos comandam a vida, mas que um dia adormecem, tal como a chama que se esvai da lareira que, silenciosamente, se apaga.
Não te sei amar como mereces e no entanto amo-te tanto.
Mas o amor dói…
Por isso, se o ignorar, se o relevar para segundo plano, quando ele se esvair, a dor vai ser menor.
Percebes agora este meu medo da dor?
Percebes agora o que dói o amor?
Não é amar, aquela entrega sem limites, que dói. É a dor do acabar e de ficar o nada, ou aquele sentimento amolecido e insípido que todos nós já provámos e que nos seca os olhos e nos pesa no coração, tanto, tanto que dói…
Não me posso entregar como queres, porque um dia me vais deixar de amar e eu a ti…
E então, reparo agora, que tens razão. Chegamos ao nosso fim, não por falta de amor mas por nos amarmos tanto.
O amor dói… e é tão boa esta dor que a quero sentir para sempre, por ti…
Eu sei que não vais compreender-me nunca, que para ti serei sempre um livro que se lê e relê, e se fica com a impressão de que não tem fim.
Eu sou um livro incompleto…
Mas quero que me leias e voltes a ler até que me percebas…
O amor é esta espécie de dor, que dói, mas que me agrada...

A.Luz

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Foto: Não me deixes!Se soubesses o quando te quero e o medo que tenho de não to saber demonstrar…Quando me dizes que és a minha alma gémea, o meu coração enche-se de uma leveza que me assusta, porque a desconheço, porque me parece não a merecer e, no entanto, tu amas-me como nunca ninguém me amou.Mas, o amor dói e acaba!Um dia, sem mais nem menos, damos por nós agonizando, espremendo os minutos para que o dia acabe e o nosso corpo se apague no sono, na cama partilhada, mas onde estamos sozinhos, porque o amor, essa coisa que deveria ser eterna, se esvai silencioso e sem se compadecer da exuberância que um dia nos deixava febris e inquietos. Onde apenas um olhar nos quebrava a força nas pernas, nos secava a boca e nos humedecia o olhar, como se chorar fosse a melhor das coisas. Chorar de amor é a melhor coisa que existe…É por isso que tenho medo desta entrega que me exiges, destes labirinto de sentidos que hoje nos comandam a vida, mas que um dia adormecem, tal como a chama que se esvai da lareira que, silenciosamente, se apaga.Não te sei amar como mereces e no entanto amo-te tanto.Mas o amor dói…Por isso, se o ignorar, se o relevar para segundo plano, quando ele se esvair, a dor vai ser menor.Percebes agora este meu medo da dor?Percebes agora o que dói o amor?Não é amar, aquela entrega sem limites, que dói. É a dor do acabar e de ficar o nada, ou aquele sentimento amolecido e insípido que todos nós já provámos e que nos seca os olhos e nos pesa no coração, tanto, tanto que dói…Não me posso entregar como queres, porque um dia me vais deixar de amar e eu a ti…E então, reparo agora, que tens razão. Chegamos ao nosso fim, não por falta de amor mas por nos amarmos tanto.O amor dói… e é tão boa esta dor que a quero sentir para sempre, por ti…Eu sei que não vais compreender-me nunca, que para ti serei sempre um livro que se lê e relê, e se fica com a impressão de que não tem fim.Eu sou um livro incompleto…Mas quero que me leias e voltes a ler até que me percebas…O amor é esta espécie de dor, que dói, mas que me agrada...A.Luz (publicado em Setembro 2010)

Pensamento do dia...

Calimero, 12.02.13

Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho. E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo."

Mario Quintana

 

Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho. E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo."Mario QuintanaLygia♥

Reflexos...

Calimero, 08.02.13
 
Velo pelo teu sono sobressaltado de mágoas e dói-me pensar que um dia pensei em abandonar-te, deixar-te entregue a ti mesmo, para que crescesses. Cheguei a ter as malas feitas, escondidas debaixo da cama para que não soubesses que um dia chegarias a casa e não me voltavas a ver. Cheguei a despedir-me dos amigos sem que eles suspeitassem que o meu “até depois” era um “até nunca mais”, sem que sonhassem que o meu abraço de despedida, era mais forte e mais intenso do que o habitual, cheguei mesmo, imagina tu, a arranjar motivos para uma discussão, para que eu pudesse sair da tua vida sem remorsos.

Todos os dias me imaginava a sair pela porta sem olhar para trás e todos os dias inventava mais uma desculpa para ficar, mais um dia… E tu chegavas feliz e despreocupado, apesar de amaldiçoares a rotina castradora que todos os dias nos engolia mais um bocadinho. E eu estava lá, sempre, com as malas escondidas debaixo da cama à espera da coragem que não vinha, à espera da discussão que não sucedia, à espera de no outro dia conseguir transpor a porta, a própria vida, e correr para os braços da liberdade desejada, que me aguardava e chamava por mim. Depois, quando via que mais um dia caía no regaço da noite e que eu ainda ali estava, amaldiçoava-me por não ter sido a mulher corajosa que eu sonhava ser. E envelhecia, apagando-me todos os dias mais e mais.

A. Luz
 

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