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Viver é aceitar que cada minuto é um milagre que não poderá ser repetido..!

"As palavras que nunca te disse.."

Conhecemo-nos um dia, na imensidão da solidão que nos rodeava e quando pensávamos que tínhamos esgotado todas as palavas, todos os lamentos, todos os fins de tarde matizados de lilases e azuis e quando a esperança era apenas uma palavra de nove letras, que se deveria escrever, sempre, com letra maiúscula. Olhámo-nos com a espectativa a escorre-nos dos olhos e disfarçando o medo de sentirmos em simultâneo, um sentimento a que os poetas, esses ilustradores das palavras, dão o nome de amor. Já ambos tínhamos amado, desamado…

Já ambos tínhamos sido gloriosamente felizes e perdidamente infelizes.

Já ambos conhecíamos a amargura das palavras que são pronunciadas quando o amor acaba ou simplesmente, quando adormece nos nossos corações. ...

Já ambos estávamos esgotados de lutar, contra moinhos que só nós víamos. Só nós sabíamos o sabor que tinha a perda, a ingratidão e o silêncio.

Talvez fosse por isso que os nossos olhos, sofredores de grandes guerras, se tivessem prendido e falado coisas que só no silêncio se dizem.

A verdade é que foi um momento de perfeita comunhão. Um momento único, que para sempre ficou tatuado, na parte mais profunda das nossa almas.

 Mas, faltava-nos, a ambos, aquela palavrinha mágica das nove letras, que se chama esperança.

Por isso, eu parti no teu coração, quando te afastaste e tu ficaste prisioneiro do meu, até ao dia em que a vida nos puser, outra vez, na mesma estrada e a desilusão tenha dado lugar de novo ao encantamento.

A selar aquele dia ficou um beijo, dado de fugida, ao canto da boca, e o adeus que não dissemos.

 

A. luz

 

Conhecemo-nos um dia, na imensidão da solidão que nos rodeava e quando pensávamos que tínhamos esgotado todas as palavas, todos os lamentos, todos os fins de tarde matizados de lilases e azuis e quando a esperança era apenas uma palavra de nove letras, que se deveria escrever, sempre, com letra maiúscula.Olhámo-nos com a espectativa a escorre-nos dos olhos e disfarçando o medo de sentirmos em simultâneo, um sentimento a que os poetas, esses ilustradores das palavras, dão o nome de amor.Já ambos tínhamos amado, desamado…Já ambos tínhamos sido gloriosamente felizes e perdidamente infelizes. Já ambos conhecíamos a amargura das palavras que são pronunciadas quando o amor acaba ou simplesmente, quando adormece nos nossos corações.Já ambos estávamos esgotados de lutar, contra moinhos que só nós víamos.Só nós sabíamos o sabor que tinha a perda, a ingratidão e o silêncio.Talvez fosse por isso que os nossos olhos, sofredores de grandes guerras, se tivessem prendido e falado coisas que só no silêncio se dizem.A verdade é que foi um momento de perfeita comunhão. Um momento único, que para sempre ficou tatuado, na parte mais profunda das nossa almas.Mas, faltava-nos, a ambos, aquela palavrinha mágica das nove letras, que se chama esperança.Por isso, eu parti no teu coração, quando te afastaste e tu ficaste prisioneiro do meu, até ao dia em que a vida nos puser, outra vez, na mesma estrada e a desilusão tenha dado lugar de novo ao encantamento.A selar aquele dia ficou um beijo, dado de fugida, ao canto da boca, e o adeus que não dissemos.A. luz

Dia S.Valentim

 

Ouves a melodia dos meus olhos?
Um mar de terra-mãe-mulher-amante,
Foi a mais bela canção que compus pra ti,
... Numa noite em que a lua se engalanou,
Vestindo-se de prata em órbita de marfim,

Foi na lua do olhar que te conheci…
Nesse teu sorriso de flores campestres,
Enfeitando-me com malmequeres e papoilas,
Perfumadas com teus lábios de mel,
Na mais bela canção poema de amor

Ouves a melodia dos meus olhos?
São notas musicais que me nascem da alma,
São cordas de violino gemendo em sussurro,
Num poema de onde sais só para mim,
E me faz flutuar num espaço infindo,

É assim neste voo que te quero…
Este querer sem querer, sem ter fim,
Somo-nos parte de nós próprios,
No momento que nos desenhamos
Com traços de nosso amor labiríntico,

Ouves a melodia dos meus olhos?
Nos dedos que se entrelaçam em silêncio?

Inspira-me… respira-me… absorve-me,
Em cada laivo de essência
Que nasce e renasce intenso e doce,
Neste pensar-te,
Neste a-mar-te,
Pausadamente …indecifrável,
Sem olhar o tempo que nos domina!

Cristina Correia

"Dia dos Namorados" <3Ouves a melodia dos meus olhos?Um mar de terra-mãe-mulher-amante,Foi a mais bela canção que compus pra ti,Numa noite em que a lua se engalanou,Vestindo-se de prata em órbita de marfim,Foi na lua do olhar que te conheci…Nesse teu sorriso de flores campestres,Enfeitando-me com malmequeres e papoilas,Perfumadas com teus lábios de mel,Na mais bela canção poema de amorOuves a melodia dos meus olhos?São notas musicais que me nascem da alma,São cordas de violino gemendo em sussurro,Num poema de onde sais só para mim,E me faz flutuar num espaço infindo,É assim neste voo que te quero…Este querer sem querer, sem ter fim,Somo-nos parte de nós próprios,No momento que nos desenhamosCom traços de nosso amor labiríntico,Ouves a melodia dos meus olhos?Nos dedos que se entrelaçam em silêncio?Inspira-me… respira-me… absorve-me,Em cada laivo de essência Que nasce e renasce intenso e doce,Neste pensar-te,Neste a-mar-te,Pausadamente …indecifrável,Sem olhar o tempo que nos domina!C.C.