Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

TERAPIA DAS PALAVRAS...

Viver é aceitar que cada minuto é um milagre que não poderá ser repetido..!

TERAPIA DAS PALAVRAS...

Viver é aceitar que cada minuto é um milagre que não poderá ser repetido..!

Seras mãe por toda a vida,,,,

Calimero, 23.11.12

"Respira. Serás mãe por toda a vida. Ensine as coisas importantes.
As de verdade. A pular poças de água, a observar os bichinhos,
a dar beijos de borboleta e a...

braços bem fortes.
Não se esqueça desses abraços e não os negue nunca.
Pode ser que daqui a alguns anos, os abraços
que você sinta falta, sejam aqueles que você não deu.
Diga ao seu filho o quanto você o ama, sempre que pensar nisso.
Deixe-o imaginar. Imagine com ele.
As paredes podem ser pintadas de novo,
as coisas quebram e são substituídas.
Os gritos da mãe doem pra sempre.
Você pode lavar os pratos mais tarde.
Enquanto você limpa, ele cresce.
Ele não precisa de tantos brinquedos.
Trabalhe menos e ame mais. E, acima de tudo, respire.
Serás mãe por toda a vida.
Ele será criança só uma vez".

"Desconheço o autor"
 
 
 
"Respira. Serás mãe por toda a vida. Ensine as coisas importantes.As de verdade. A pular poças de água, a observar os bichinhos,a dar beijos de borboleta e abraços bem fortes. Não se esqueça desses abraços e não os negue nunca. Pode ser que daqui a alguns anos, os abraçosque você sinta falta, sejam aqueles que você não deu. Diga ao seu filho o quanto você o ama, sempre que pensar nisso.Deixe-o imaginar. Imagine com ele. As paredes podem ser pintadas de novo, as coisas quebram e são substituídas. Os gritos da mãe doem pra sempre. Você pode lavar os pratos mais tarde. Enquanto você limpa, ele cresce. Ele não precisa de tantos brinquedos. Trabalhe menos e ame mais. E, acima de tudo, respire.Serás mãe por toda a vida. Ele será criança só uma vez". Desconheço o autor

Adeus

Calimero, 22.11.12

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor, e o que nos ficou não chega para afastar o frio de quatro paredes.

Gastámos tudo menos o silêncio.

Gastámos os olhos com o sal das lágrimas, gastámos as mãos à força de as apertarmos, gastámos o relógio e as pedras das esquinas em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.

Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro; era como se todas as coisas fossem minhas: quanto mais te dava mais tinha para te dar. Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.

E eu acreditava. Acreditava, porque ao teu lado todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos, era no tempo em que o teu corpo era um aquário, era no tempo em que os meus olhos eram realmente peixes verdes.

Hoje são apenas os meus olhos. É pouco, mas é verdade, uns olhos como todos os outros. Já gastámos as palavras.

 Quando agora digo: meu amor, já se não passa absolutamente nada.

E no entanto, antes das palavras gastas, tenho a certeza que todas as coisas estremeciam só de murmurar o teu nome no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar. Dentro de ti não há nada que me peça água.

O passado é inútil como um trapo.

E já te disse: as palavras estão gastas. Adeus.

 

 

 

Eugénio de Andrade, in “Poesia e Prosa”

 

 

E por vezes....

Calimero, 22.11.12

E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos

 

E por vezes encontramos de nós em

poucos meses o que a noite nos fez

em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se evolam tantos anos....

 

David Mourao Ferreira

 

Obsidiana

Calimero, 22.11.12
 
Deixa ficar os óculos! Envolvem-te num ar misterioso, diáfano e indelevelmente sensual. Essa envolvência mantém-te num velo dourado; qual argonauta, imprimindo-te uma suave áurea, que na procura do sorriso em teus lábios, desvenda tenuemente a rebeldia do teu espírito, que, definitivamente, orla os teus cabelos, esses sim!... espelhos de alma, que não te permitem ocultar esse teu segredo.
Não prenúncio acerca da tua beleza pois essa escondes no teu âmago, na tua essência e ambas reflectem-se na obsidiana, que é a tua alma... conheço bem como viaja o coração nesse teu olhar perdido no escuro da reflexão... no turbilhão efervescente que é uma alma livre, presa a um corpo, que sonha... que sonha muito; voa e voa…

tÓ mAnÉ
 

Emoçoes que me ficam..

Calimero, 20.11.12
Resolvi aceitar algumas coisas da vida, sem dor. Ninguém vai ser como você sonha, não espere consideração nem que os outros façam o que você faria. Não espere que valorizem seu esforço. Não espere que lhe ofereçam a mão. Apenas viva. Aceite que é preciso deixar o orgulho de lado e dizer preciso-de-você-agora. É preciso entender que o outro é diferente e de vez em quando ele vai lhe magoar (e você precisa lidar com isso, senão vive só). Não espere compreensão. Não espere que a vida seja fácil. Nem sempre ela é. Não espere para viver, tem coisa que não volta.
 
— Clarissa Corrêa.
 
Resolvi aceitar algumas coisas da vida, sem dor. Ninguém vai ser como você sonha, não espere consideração nem que os outros façam o que você faria. Não espere que valorizem seu esforço. Não espere que lhe ofereçam a mão. Apenas viva. Aceite que é preciso deixar o orgulho de lado e dizer preciso-de-você-agora. É preciso entender que o outro é diferente e de vez em quando ele vai lhe magoar (e você precisa lidar com isso, senão vive só). Não espere compreensão. Não espere que a vida seja fácil. Nem sempre ela é. Não espere para viver, tem coisa que não volta. — Clarissa Corrêa.

Pensamento para levar...

Calimero, 20.11.12
Quero encontrar algo nesse mundo que me traga, a cada noite, a dádiva de um cansaço bom. Que me permita olhar para as horas vividas com uma clara convicção de que valeu a pena vivê-las. Que me conduza ao sono sereno que nasce depois dos desafios que o coração compra. Que me convide a desejar um novo dia, certa de que haverá um motivo para o qual levantar. E por sabê-lo, por lembrá-lo, eu possa experimentar a paz de adormecer sorrindo.

Ana Jácomo
 

O tempo...

Calimero, 20.11.12

O tempo, de vento em vento, desmanchou o penteado arrumadinho de várias certezas que eu tinha, e algumas vezes descabelou completamente a minha alma. Mesmo que isso tenha me assustado muito aqui e ali, no somatório de tudo, foi graça, alívio e abertura. A gente não precisa de certezas estáticas. A gente precisa é aprender a manha de saber se reinventar. De se tornar manhã novíssima depois de cada ...longa noite escura. De duvidar até acreditar com o coração isento das crenças alheias. A gente precisa é saber criar espaço, não importa o tamanho dos apertos. A gente precisa é de um olhar fresco, que não envelhece, apesar de tudo o que já viu. É de um amor que não enruga, apesar das memórias todas na pele da alma. A gente precisa é deixar de ser sobrevivente para, finalmente, viver. A gente precisa mesmo é aprender a ser feliz a partir do único lugar onde a felicidade pode começar, florir, esparramar seus ramos, compartilhar seus frutos.

 

[Ana Jácomo]

 

Gostar de ti...

Calimero, 16.11.12

"Gostar de ti...

É ver-te umsorriso iluminando-te o rosto e uma brasa brilhando nos teus olhos e sentir a tua mão, envergonhada, pedindo o calor da minha...

É, digo-te com esmero e carinho ... saber-te ao meu lado sempre que eu preciso de uma mão amiga... e tudo aquilo que escrevi de ti e para ti... é sonhar-te, é sentir o calor da tua mão ainda que não esteja pousada na minha, é a esperança de poder abraçar-te bem cingida a mim, sentindo o nosso calor a emanar entre os nossos corpos, entre nós a cumplicidade grassando."

 

To-Mané

 

 

 

Ou toca ou não toca...

Calimero, 09.11.12

"Não me prendo a nada que me defina. sou companhia, mas posso ser solidão. tranqüilidade e inconstância, pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. Música alta e silêncio. Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser. Não me limito, não sou cruel comigo! Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer… Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato. Ou toca, ou não toca.

 

 

Clarice Lispector

Era uma vez...

Calimero, 08.11.12

Há muito, muito tempo, num mundo que não era de magia mas em que a magia se fazia sentir, uma pequenina menina desejava ser grande :) Achava as mãozinhas pequenas demais pois o seu desejo era agarrar o mundo, pensava ter os longos cabelos demasiado curtos pois desejava sentir todas as brisas do mundo, achava que se fosse grande, poderia tocar o céu :)

A menina fazia de tudo para que depressa chegasse a grande, pulava em vez de caminhar, saltava por cima de pedrinhas, pulava riachozinhos que se faziam ouvir sorrir para ela, saltava o tempo todo para que os seus passos marcados no chão parecessem ser passadas de gigantes :) Esticava-se aos galhos mais altos das árvores de fruta, tentava alcançar as ameixas que no alto reluziam de vermelho, queria desesperadamente tocar o céu :) Ao levantar de manhã, sorria com o quente do cobertor adornar-lhe as boxexinhas e dava grandes espreguiçadelas que a faziam sentir, todas as manhãs ganhar centímetros :)

Um dia ao deitar, sentiu uma luzinha pairar no ar do seu quarto, ficou espantada pois os pirilampos divertiam-se lá fora numa festa muito animada com os cri cris ... olhou melhor para a luzinha e ficou incrédula :) era uma pequena fada mágica que sorria para ela :) Espantada saiu-lhe pelos pequenos lábios " Tu existes ... afinal tu existes " A fada sorriu :) e respondeu-lhe " Existo sim :) só os corações puros me vêem , mas existo sim :) e sabes ... estou preocupada contigo Anita :)

A fada estava preocupada com a obsessão da menina em querer ser grande.

" Porque queres ser grande, Anita ? "

"Já tinha ouvido falar em fadas, tinham-me dito que eram as mais belas criaturas da terra e que apenas visitavam gente pequenina... faz sentido porque eu não consigo ser grande " :)

"Mas porque queres ser grande Anita? "

"Porque quero muito tocar o céu " :)

A fada esboçou um sorriso ainda mais mágico que o da menina :) passou-lhe a mão suavemente no rosto e com uma voz doce que nem o mel que a menina gostava de se lambuzar, respondeu...

"Não te preocupes Anita :) Não penses mais nisso e quando menos esperares, vais estar a tocar o céu " :)

A menina duvidou, como duvidara anteriormente de outras palavras mágicas, no entanto adormeceu com a certeza que a fada lhe deu. Continuou a pular, a saltar , a falar com os bichinhos, mas já não o fazia por querer ser grande, era simplesmente feliz. Por vezes ainda lhe batia forte aquele desejo, mas já não era nada em que pensasse muito, confiara nas palavras que a fada lhe dissera.

Um dia, num momento em que a menina foi assolada por aquele desejo, decidira ir lançar uma moedinha a um poço dos desejos :) guardou a moedinha dentro do seu pequenino bolso e dirigiu-se a um poço de desejos que ela pensara que só ela conhecia... ao chegar, enfiou a mãozinha no pequeno bolso e ficou parada a pensar que talvez a fada ficasse triste por ela estar a duvidar das palavras que ela lhe dissera ... a medo tirou o moedinha ... fechou os olhinhos ... pensou no seu desejo...e decidiu-se a lançar a moedinha :)

Ao retirar a mão do bolsinho abriu os olhos... foi ai que viu um menino que sorria para ela... não era um sorriso trocista, não era um sorriso de menino malandro ... era um sorriso que entendia o gesto dela e... quase diria ... um sorriso de menino apaixonado :)

o menino perguntou-lhe ... " Que desejas tu ? "

a menina respondeu com um tímido sorriso ... " Quero ser grande para poder tocar o céu " :)

o menino sorriu ainda mais :) " Engraçado ... Também eu "

Após aquele dia, junto aquele poço dos desejos, o menino e a menina fizeram daquele local, o seu cantinho mágico... tal como as ondas, dias após dias visitam a mesma areia da praia, o menino e a menina, dia após dia, partilhavam brincadeiras e pequenos desejos iam-se realizando sem que moedas ao poço fossem atiradas :) a menina e o menino apaixonaram-se um pelo o outro, os pulinhos eram feitos a dois, os saltinhos a quatro pés, e o menino colhia as frutas mais maduras das árvores para oferecer à menina :)

Uma noite a fada voltou :) a Anita voltou a ver aquela luzinha brilhante mágica :) mas desta vez com um sorriso nos lábios e de olhos meio adormecidos , perguntou à fada...

"Que fazes aqui ? :) Porque me voltaste a visitar ? :) Já não quero ser grande :) "

" Eu sei :) Sei que sem correres loucamente, sem pulares desesperadamente, sem te espreguiçares constantemente ... conseguiste tocar o céu com o amor que um menino te deu :) ...vim apenas lembrar-te que tudo tem o seu tempo :) "

A menina sorriu, o mais leve e doce sorriso de menina que podia produzir :) Pensava agora que gostava de ser pequenina para sempre, só para poder ter a visita da fada :)

"Fadinha ... queria te perguntar uma coisa ... Achas que posso ser apenas uma imagem? Um desejo? Um quadro pintado pela força da vontade ? "

"Claro que não." Respondeu a fada com um sorriso

"Mas como tens a certeza?"

"Porque sei :) mas dá-me tempo e eu dou-te a certeza :) "

"Muito tempo ? Sabes que não suporto dúvidas e que as devoro que nem gomas até ter a certeza dos meus sentidos"

"Dá-me tempo em forma de amor incondicional " respondeu a fada :)

"Amor incondicional ? O que é isso ? "

"Sim :) Dá-me tempo sem cronómetros ou datas para te dar certezas :)

"Mas dás-me a certeza ? "

" Prometo-te que sim :) o tempo revela a verdade, molda a certeza e com a erosão faz desaparecer a dúvida " :)

"Fada... só mais uma pergunta ... Achas-me ainda menina ? "

A fada sorriu numa forma de sorrir materno :) "Serás sempre menina :) e para te dar esta resposta não preciso do tempo para ter certeza " :)

Shhhhhh adormece no meu colo Anita :)

 

Jps

 

Pág. 1/2